E pra quem curte um forrozinho, como eu, nada mais romântico que dançar agarradinho ao som de um pé-de-serra suave, sem aquele apelo baixo astral das bandas convencionais que fogem completamente da proposta do forró tradicional! Pra Namorar é uma banda nordestina, formada por João Lubambo, Gabi Barros e Bruno Rodrigues, trio juvenil que não dispensa a “mauricice” das carinhas bonitinhas que desfilam mais do que cantam, mas agrada na sutileza dos arranjos e letras não apelativas. É uma pena que no Brasil prevaleça sempre o que há de mais descartável no mercado super saturado, mas pra quem tá no clima, vale à pena se permitir escutar o desconhecido e avaliar que ainda existe muita música boa escondida por trás do que a mídia não divulga e não dá espaço! A quem interessar, todo o CD está disponível para donwload no site Palco MP3 e sugiro, pra começar, a faixa “Meu Bombom” pra escutar em boa companhia, regado a um bom vinho e muitas más intenções! Eu recomendo. =) segunda-feira, 16 de novembro de 2009
♪ Pra Namorar
E pra quem curte um forrozinho, como eu, nada mais romântico que dançar agarradinho ao som de um pé-de-serra suave, sem aquele apelo baixo astral das bandas convencionais que fogem completamente da proposta do forró tradicional! Pra Namorar é uma banda nordestina, formada por João Lubambo, Gabi Barros e Bruno Rodrigues, trio juvenil que não dispensa a “mauricice” das carinhas bonitinhas que desfilam mais do que cantam, mas agrada na sutileza dos arranjos e letras não apelativas. É uma pena que no Brasil prevaleça sempre o que há de mais descartável no mercado super saturado, mas pra quem tá no clima, vale à pena se permitir escutar o desconhecido e avaliar que ainda existe muita música boa escondida por trás do que a mídia não divulga e não dá espaço! A quem interessar, todo o CD está disponível para donwload no site Palco MP3 e sugiro, pra começar, a faixa “Meu Bombom” pra escutar em boa companhia, regado a um bom vinho e muitas más intenções! Eu recomendo. =) terça-feira, 20 de outubro de 2009
Beleza Negra

Bom... normalmente não tenho paciência para novelas, mas quando se trata de uma trama de Manoel Carlos, eu estaciono em frente à televisão e curto aquele momento. E o momento é de Viver a Vida! Tá, foi péssima essa, mas confesso que depois de Páginas da Vida eu estava um pouco decepcionado com o “Maneco” e agora parece que ele entendeu a merda que fez e tá voltando a trabalhar bem de novo. Gosto dessa proposta de retratar o cotidiano dramático e realista, sem esse “comedialismo” barato das telenovelas tradicionais que nem uma pessoa que não teve ensino fundamental acha graça alguma. Mas eu fico muito contente com o fato de a nova Helena ser uma mulher negra e assumida – apesar de eu achar Taís Araújo muito artificial – que usa seu cabelo naturalmente crespo e se orgulha da própria beleza, sem se render aos mandamentos estéticos da cultura Européia. Só fico triste com a baixa repercussão que isso ainda causa nas mulheres negras, principalmente na Bahia. Lembro quando a própria Taís interpretava a Alícia em A Favorita, a quantidade de meninas negras que aderiram ao novo cabelo da moda era impressionante. Uma verdadeira desgraça que a Globo, certamente não sabe o mal que fez à humanidade! Era um tal de franja no meio da testa com cabelo alisado de chapinha
que eu me arrepiava de vergonha quando entrava num ônibus e me deparava com aquelas goretes todas se sentindo verdadeiras réplicas da Taís Araújo. De certo modo caiu bem na Taís porque ela já é muito bonita e ainda estava aos cuidados da empresa. Não era só chegar em qualquer salão e meter uma tesoura na franja, depois alisar com formol e achar que tá bombando porque, né, vamos combinar que num é pra qualquer formato de rosto que um cabelo fica massa. Mas num tô aqui pra falar de moda porque não existe assunto mais fútil e idiota na face da terra, só quero enfatizar que Taís Araújo nunca foi tão bonita como agora nesse novo personagem e eu esperava que as menininhas que sofrem esticando seus cabelos pudessem se redescobrir nessa nova proposta visual. Fico doente com essa beleza encubada e mal aproveitada dessas patricinhas que insistem em ter cabelo liso e não percebem que as vezes o cabelo natural é muito mais bonito e mais compatível com o perfil de cada uma. Quando rola um mega-hair de outra textura então... nem vou comentar! Só sei que aqui na Bahia é lamentável que o preconceito racial seja muito mais visual que nos Estados Unidos, que é um poço de gente doente, mas a culpa disso num é só da mídia não porque quem “enriquece os fabricantes de chapinha”, como disse Vanessa da Mata, também é o principal responsável, porque além de vítima, é passivo e ainda compactua com esse absurdo todo! Pronto, falei!
que eu me arrepiava de vergonha quando entrava num ônibus e me deparava com aquelas goretes todas se sentindo verdadeiras réplicas da Taís Araújo. De certo modo caiu bem na Taís porque ela já é muito bonita e ainda estava aos cuidados da empresa. Não era só chegar em qualquer salão e meter uma tesoura na franja, depois alisar com formol e achar que tá bombando porque, né, vamos combinar que num é pra qualquer formato de rosto que um cabelo fica massa. Mas num tô aqui pra falar de moda porque não existe assunto mais fútil e idiota na face da terra, só quero enfatizar que Taís Araújo nunca foi tão bonita como agora nesse novo personagem e eu esperava que as menininhas que sofrem esticando seus cabelos pudessem se redescobrir nessa nova proposta visual. Fico doente com essa beleza encubada e mal aproveitada dessas patricinhas que insistem em ter cabelo liso e não percebem que as vezes o cabelo natural é muito mais bonito e mais compatível com o perfil de cada uma. Quando rola um mega-hair de outra textura então... nem vou comentar! Só sei que aqui na Bahia é lamentável que o preconceito racial seja muito mais visual que nos Estados Unidos, que é um poço de gente doente, mas a culpa disso num é só da mídia não porque quem “enriquece os fabricantes de chapinha”, como disse Vanessa da Mata, também é o principal responsável, porque além de vítima, é passivo e ainda compactua com esse absurdo todo! Pronto, falei!
domingo, 27 de janeiro de 2008
Irreversível (2002)
Quando assisti Mysterious Skin (Mistérios da Carne – 2004) pensei que seria o filme mais polêmico que já tivera assistido. Com todas aquelas cenas de sexo, prostituição, violência e pedofilia classifiquei como um dos filmes mais pesados do cinema europeu. No entanto, Irreversível conseguiu superar todas as expectativas de choque visual, emocional e reflexivo sobre a violência e a capacidade do ser humano de ultrapassar seus limites patológicos de insanidade mental. Um filme sobre vingança e justiça – justiça com as próprias mãos. Apresentado oficialmente no Festival de Cannes, conquistou páginas de jornais e revistas por sua polêmica incomparável, com cenas impactantes e muito bem feitas, superando a ficção e dando ao espectador uma verdadeira noção de realidade e inconformismo, chegando até mesmo a incomodar.Trata-se da estória do casal Alex e Marcus - estrelando a apoteótica Mônica Belucci (Matrix) e seu marido, co-produtor da obra, Vincent Cassel – que se desentendem durante uma festa. Alex, então, resolve voltar para casa sozinha e é violentada por um homem, num túnel deserto do metrô. Ao sair da festa com Pierre, ex-marido de Alex, Marcus reconhece sua esposa sendo levada numa maca pelos paramédicos, quando então perde a cabeça e resolve ignorar o trabalho da polícia, buscando desesperadamente pelo estuprador, nas ruas da cidade.
Prostituição, transexualidade, homossexualidade, violência e cenas de nudez/sexo são protagonizadas com tamanha veracidade, que não se permitem censurar diante das câmeras – censura 21 anos. Mas NADA supera Cassel nu e cru, para ser apreciado de todos os ângulos! Vale a pena.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Goldfish Memory (2003)

Não se fazem mais comédias românticas como antigamente. Pelo menos quando nos baseamos na pobreza da biblioteca cinematográfica hollywoodiana, onde todos os récordes de bilheteria vão para os "American Pie" e "Todo Mundo em Pânico" da vida, que só focalizam o sexo adolescente como fonte de riso. Americano é realmente limitado demais pra ser parâmetro quando - graças a Deus - ainda temos a riqueza européia para salvar o cinema no mundo. E Goldfish Memory é uma comédia irlandesa, inteligente, que aborda sutilmente o amor e a sexualidade sem apelar para o infantilismo americano, e ainda leva músicas de Tom Jobim em sua trilha sonora!
Tom é um professor que gosta de conquistar as alunas comparando a capacidade de amar dos humanos com a mente dos peixinhos dourados, que só possuem três segundos de memória e rapidamente esquecem o momento anterior. A cada volta no aquário tudo torna-se novo e é como se ele até tivesse vendo o outro peixinho pela primeira vez! "A cada novo namoro vive-se o amor como da primeira vez", diz ele. Tudo é novo e excitante, esquecendo-se as mágoas e decepções passadas. Com esta teoria, Tom conquista muitas meninas e é por isso que sua namorada, Clara, o encontra beijando Isolde. Clara vai então se consolar com Angie, uma jornalista lésbica que, quando esta aventura acaba, se consola com Red, seu melhor amigo gay. Red, por sua vez, se apaixona por David, um heterossexual com problemas de relacionamento que acaba o correspondendo, descartando sua namorada - que vai se apaixonar perdidamente por um dos amigos de Tom. E assim, numa ciranda, todos estes jovens habitantes de Dublin se apaixonam, se decepcionam e depois... começam tudo de novo! Dirigido por Elizabeth Gill, eis um filme que vale à pena assistir - veja o trailler no Youtube - e você pode encontrar em qualquer locadora, detestavelmente titulado em português como "Todas as Cores do Amor".
Voltando aos peixinhos, como é que os cientistas se baseiam pra fazer esse tipo de pesquisa? É o mesmo que dizer que os cães só enxergam preto e branco. Alguém já perguntou a um cachorro as cores que ele consegue enxergar? (¬¬) Também dizem que os cachorros podem farejar quilômetros, mas meu cachorro me vê no quintal escuro e não me reconhece! Sei não... já criei peixes que emergiam das águas quando me viam porque sabiam que eu estava ali para dar comida. Se tivessem apenas três segundos de memória, deveriam me reconhecer? Acho essa teoria muito bacana - principalmente essa alusão com as relações humanas - mas num acredito muito nesse lance dos peixinhos não. Enfim... do que é que eu estava falando mesmo?
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Sonorização 3D
Você já ouviu falar em sonorização 3D? É uma técnica de altíssima qualidade de áudio que dá uma sensação de realidade ao ouvinte. Experimente nesse blog, um corte de cabelo virtual! Você vai se sentir numa cadeira de uma barbearia, mas só funciona com fones de ouvido, hein? E pra quem não entende "PN" de inglês, feche os olhos e faça de conta que está visitando alguma cidadezinha norte-americana e tudo que você sabe é que o cara vai cortar seu cabelo. Fica ainda mais emocionante (hahaha)!
Muito BOM!
Veja outros modelos aqui.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Sim, mas...

Detesto escrever sobre filmes, mas continuando minha sessão cinema na madrugada, hoje assisti dois muito bons e quando dei por mim, o dia estava amanhecendo. O primeiro foi um drama francês, que possivelmente não deve estar nas locadoras, mas vale à pena procurar: "Sim, mais... (Oui, Mais...)" de Yves Lavandier nos faz retornar aos tempos de adolescente, quando todos os nossos problemas parecem insolucionáveis e as pessoas ao redor só nos olham com cara de "você não tem do que reclamar, pois é feliz e não sabe". É fato que adolescente exagera mesmo na dose, mas não é fácil viver numa fase de descobertas, quando não estamos preparados para o novo, ainda mais quando tudo é novidade. E o filme penetra na mente do espectador, traduzindo essa relação do jovem com o mundo, nos fazendo entender porque na maioria das vezes o adolescente se comporta de forma tão defensiva/agressiva.
O fato é que o universo do adolescente é paralelo e não existe uma conexão direta que possa proporcionar a interação com o adulto, sem gerar atrito. O adulto está sempre querendo limitar por imposição e de forma impaciente para mostrar o que está errado numa determinada situação, enquanto o adolescente está sempre querendo se expandir, movido pela vontade e pela curiosidade da experiência. A estória é sobre a jovem Eglantine Laville, interpretada por Émilie Dequenne, que enfrenta esses problemas da adolescência. Tem um pai mulherengo e uma mãe alcóolatra, que são ausentes e não páram de brigar, e um namorado dois anos mais velho, que se acha sexualmente maduro, enquanto ela é virgem e não tem coragem de se entregar. Tudo isso leva Eglantine a procurar por um psicólogo que tenta ensinar pra ela que esses “problemas” não passam de dilemas enfrentados por quase todos os adolescentes. É bastante interessante e ainda conta com a participação do gracioso Cyrille Thouvenin num papel cativante.
O filme também adentra no universo da psicologia, abordando o mito de que terapia é coisa para loucos. De forma sutil, ele vai quebrando esses preconceitos no desenrolar da trama, mostrando como a terapia pode ajudar o ser humano a se descobrir e se aceitar como pessoa e como isso vai proporcionar uma melhor qualidade de vida, em harmonia com o mundo ao seu redor.
A outra pérola da noite foi "O Despertar de Uma Paixão (The Painted Veil)" com a apoteótica Naomi Watts (King Kong, O Chamado II), em sua brilhante atuação com Edwart Norton. A infidelidade é sem dúvidas um dos maiores tabus da sociedade contemporânea e o filme retrata de forma tocante como a mágoa, o orgulho e a decepção podem bloquear um sentimento de afeto entre duas pessoas, levando-as a um comportamento completamente inusitado, diferente dos verdadeiros desejos inconscientes, só que em 1934.
Enfim, já virou um clichê resenhar sobre esse filme. Parece que todos os blogs do mundo tecem os mesmos comentários a respeito e por isso vou me abster. Porém de todos que li, tiro meu chapéu para "Le Pedrit" que fez uma maravilhosa defesa.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Monogamia Animal

Num papo cabeça com meu brother Lucas, em plena falta do que fazer, ao domingo de noite no msn:
Eu: Pinguins são tão bonitinhos, né?
Ele: Muito! Eu mesmo, quando vi o filme (A Marcha dos Pinguins) quis me casar com um.
Eu: Menos, Lucas, beeeeem menos!
Ele: Não pela beleza...
Eu: Sério? Eu jurava que fosse pela beleza!
Ele: Mas por eles serem animais tão dedicados, carinhosos e fiéis em tudo!
Eu: Mas qual é a graça de não ser fiel no mundo animal? Porque um pinguim vai trair o seu parceiro com outro pinguim que tem a mesma cara? ¬¬
E é verdade. Já tinha parado pra analisar uma vez, quando assisti um documentário sobre os golfinhos que dizia que eles são monogâmicos também. Uma vez morto um parceiro, a fêmea seria viúva pelo resto da vida e aquela pobre família estaria destruída. Mas porque uma "golfinha" trairia com um golfinho que é A CARA do seu marido? Desempenho sexual? Acredito que não. Até porque já assisti uma cena de acasalamento entre golfinhos e nunca vi nada tão sem graça! Ponto para os macacos! :P
E por falar em macacos, você sabia que as macacas são as maiores prostitutas da face da terra? Quando uma macaca fica grávida, ela é obrigada a viver sempre como guardiã dos seus filhotes porque os outros machos do bando tendem a agredir e até matar filhotes que são de outro macho dominante. Então, inicialmente ela esconde a gravidez, depois esconde bananas em um local ultra-secreto por uns dias para que entrem em fermentação alcoólica e sirvam como sedativo para embebedar seu macho dominante. Assim que a penca é servida como agrado ao maridão, este mergulha em um sono profundo - bêbado, diga-se de passagem - e ela sai para transar loucamente com todos os outros machos do bando e assim ninguém sabe ao certo quem é o pai da criança. Resumindo: você agrediria um filho que pode ser seu?
Mas calma, gente! Elas só fazem isso para proteger os filhos (jure!). E foi a partir daí que o macho corno começou a desconfiar e a evolução do macaco se deu até o homo sapiens, por ter criado o método da tabelinha (rá, piadinha sem graça!). Ok, chega de Discovery Channel por aqui.
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